O Transtorno obsessivo compulsivo é mais comum do que imaginamos. Na população brasileira é, certamente, pouco diagnosticado mas estima-se que ele atinja cerca de 2% da pessoas. Caracteriza-se por dois aspectos centrais de fenômenos mentais e comportamentais que se separam entre os pensamentos obsessivos e os comportamentos compulsivos. Os pensamentos obsessivos podem ocorrer em todas as pessoas e não necessariamente implicam em um diagnóstico de T.O.C.

Possivelmente, você já ficou em dúvida sobre ter ou não trancado a porta do seu carro, ter ou não fechado a janela ou ainda, pode ter tido um pensamento ilógico sobre a morte de um familiar. Esses pensamentos são chamados de “obsessivos” quando invadem a mente de uma maneira repetitiva e sem controle voluntário do indivíduo no sentido de freia-los. No caso das pessoas que têm T.O.C. a força e a quantidade desses pensamentos invasivos é tamanha que suas atividades diárias ficam paralisadas pela frequência e intenso incômodo dos pensamentos. No esforço de aliviá-los é que são feitos os atos compulsivo. Desse modo, se torna irresistível, por exemplo, voltar ao carro para verificar se de fato a porta foi trancada. Nos casos mais graves da doença , o sujeito pode voltar inúmeras vezes mesmo tendo uma compreensão racional de que a porta está de fato trancada.

Esses atos compulsivos, assim como o conteúdo do pensamento, podem estar relacionados à diversos conteúdo. Podemos enumerar os mais comuns como: pensamentos obsessivos sobre agressões, sobre estar doente, sobre desejos sexuais, sobre catástrofes, sobre contaminação e etc, ou ainda, atos compulsivos como alinhamento e organização de objetos, limpeza do ambiente e/ou lavagem das mãos e banhos repetitivos, necessidade de contagem e verificação entre outros. O T.O.C. pode acontecer em qualquer idade, mas, quase sempre os sintomas se iniciam ainda na infância e muitas vezes o indivíduo organiza sua vida de maneira a manter os atos compulsivos para aliviar os pensamentos repetitivos. Entretanto, essa adaptação aos sintomas tem um preço alto e limita muitas das potencialidades do sujeito.

O T.O.C. traz um sofrimento significativo para o paciente e sua família. O tratamento medicamentoso e a psicoterapia podem ajudar muito melhorando a qualidade de vida desses indivíduos. Não deixe de busca ajuda!

 

 

Klyll Morais Carneiro

CRM -SP 151 244

RQE 59329